Os caminhos das M&Ms

18 dias de camping pela Nova Zelândia

A Nova Zelândia realmente nos impressionou com seu lado selvagem e suas paisagens estonteantes! Nos sentimos imersas na natureza durante as três semanas que lá estivemos e sempre acampando!

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Depois de algumas pesquisas, vimos que a maioria das pessoas que visitaram a Nova Zelândia alugavam uma van para percorrer o país, seria uma van toda equipada onde é possível dormir também. Ficamos com dúvida quanto a isso, porque já tínhamos o material de acampamento, pelo menos o essencial, porém achamos mais prático e finalmente nos decidimos pela van, poderíamos ficar mais confortável e no caso de chuva e frio seria mais prático (na Nova Zelândia mesmo no verão, a chuva e o frio pode ser frequente). A escolha da van foi um pouco complicada, escolhemos a Spaceships, que tinha a vantagem de estar disponível bem no dia que queríamos (era alta temporada e nem sempre é fácil conseguir uma van, a escolha pode ficar limitada caso não se faça antecipadamente), nesta van tinha uma geladeirinha (importante pra tomar uma cervejinha gelada de vez em quando e claro uma carne pra fazer um churrasquinho não poderia faltar). Também tínhamos 3 lugares no carro como precisávamos, pois a mamãe da Maic esteve conosco durante a Nova Zelândia! Alternamos todos os dias quem dormia no carro e quem dormia na barraca. (na van só tinha espaço para duas pessoas dormirem).

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No início, foi um pouco complicado acostumar com a disposição das coisas dentro do carro, achamos até mal feito, mas com o tempo conseguimos nos organizar para facilitar a transição entre as funções “dirigir”, “cozinhar” e “dormir”! A van era nosso quarto, nossa cozinha e as vezes a sala (caso chovesse) então era preciso uma organização pra não ficar uma bagunça generalizada! Dizemos van, mas era mais um carro espaçoso do que uma van, mesmo assim conseguimos nos virar direitinho!

Christchurch

Nossa chegada foi em Christchuch (segunda maior cidade da Nova Zelândia) dia 2 de janeiro debaixo de uma chuva forte! Achamos que foi pra nos dar as boas vindas ao país! Tínhamos reservado um hotel no centro da cidade para o primeiro dia (antes de buscar a van), pensamos em aproveitar um pouco da animação do sábado a noite, mas que animação? A cidade estava completamente vazia, os moradores deveriam ter ido curtir o final de semana prolongado do réveillon, não havia ninguém, e debaixo de chuva era um pouco triste.

A cidade sofreu um terremoto em 2011, muitos imóveis no centro da cidade foram destruídos ou danificados (uns graves e outros menos graves) e as perdas humanas foram importantes (185 mortos). Muito já foi reconstruído ou restaurado, mas a catedral de Christchurch ainda está bem afetada e nos lembra as consequências desastrosas do terremoto.

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No dia seguinte, a chuva ainda nos acompanhava, fomos buscar a van para continuarmos nossa viagem, a primeira coisa foi passar no supermercado, encher o tanque, tirar algumas fotos da cidade (mesmo debaixo de chuva) e lá fomos nós para o próximo destino o monte Cook e os lagos Tekapo e Pukaki.

Monte Cook et Lagos Tekapo et Pikaki

Nosso primeiro camping foi bem aos pés do Monte Cook, nossa primeira parada. O camping, fica no parque nacional, gerado pelo DOC (departamento de conservação). Os campings do DOC são geralmente simples (banheiros ecológicos, um ponto de água normalmente não potável, sem ducha e sem pia para a louça) a vantagem é que a localização é sempre em lugares impressionantes de tão lindos! Valia a pena, os pequenos detalhes do cotidiano eram esquecidos rapidamente! Não é necessário reservar lugar, os primeiros a chegar escolhem o melhor. É prático para improvisar durante a alta temporada, por outro lado pode ser difícil achar um lugar bacana, chegando tarde do dia (sempre tem um lugarzinho mas não é o mais agradável). Foi o nosso caso neste dia, chegamos tarde, mas achamos um lugarzinho pequeno, debaixo de chuva! Tivemos que jantar dentro do carro e fomos dormir cedo, torcendo pra que o tempo estivesse melhor no dia seguinte.

No dia seguinte a chuva tinha parado, mas o tempo ainda estava nublado, nada muito animador. Mas mesmo assim começamos nosso passeio indo a um ponto onde pudéssemos ter uma vista legal do Monte Cook, ficamos aguardando as nuvens passarem para “descobrir” um pouco mais da beleza do Monte Cook, e até que valeu a pena, vimos um pouquinho dessa montanha linda cheinha de neve!

O tempo tinha dado uma melhorada pela manhã e felizmente no caminho da volta, conseguimos ver os lagos com a luz do sol!

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Fomos direto para o Milford Sounds, era um pouco longe e dirigimos muito este dia, tudo isso para conseguir pegar um dia de sol nos Sounds! Paramos em um lago para almoçar e em outros pontos para tirar foto e admirar a beleza da natureza!

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Milford Sounds

O Milord Sounds é um fiorde, um braço do mar cercado de montanhas nevadas, é espetacular. O fjord, mais precisamente, é um vale glacial que foi invadido pelo mar quando a geleira desapareceu. Além da Nova Zelândia, a Noruega também é famosa pelos seus fiordes.

A chuva là é constante, de 3 dias, 2 são de chuva, são 7m de precipitações anuais, 2 vezes mais que na Amazônia (foi o que o nosso guia nos disse!). Por isso, nos apressamos para pegar um dia de sol e poder fazer o passeio de barco com um tempo favorável.

E não nos arrependemos ! Além das paisagens lindas, vimos focas e pinguins (a primeira vista, pareciam mais com patos, mas era sim pinguins!!). E paramos em um observatório submarino, para ver os peixes e corais que tem debaixo d’água nesse ambiente tão especial!

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Subimos sentido Queenstown, paramos num camping situado numa fazenda de criação de ovelhas e alpacas, tivemos contato com eles bem de pertinho, até demos comidinha pra eles! Uma pena que estavam já todos tosados, mas mesmo assim eram bonitinhos…

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Queenstown et Wanaka

Queenstown e Wanaka são cidades simpáticas as duas ficam rodeadas por montanhas. Queenstown é a capital turística da ilha do sul, é bem animada. É também o centro de atividade ao ar livre e esportes radicais (saltos bung jump, raft, etc.). Wanaka é mais calma, a paisagem é também muito bonita. Passeamos tranquilamente nas duas cidades!

Em Queenstown, como em outras cidades da Nova Zelândia, tem um parque para a prática de mountain bike, como se fosse nas estações de ski, mas para bicicletas. Compra-se um pacote para metade do dia ou para o dia todo e pode-se usar o teleférico que sobe com as bicicletas, e a descida é feita conforme sua escolha, são diversos níveis (verde, azul, vermelho, assim como no ski). Pensamos em ir, mas estava fechado do Natal até a metade de janeiro (achamos estranho fechar o parque durante as férias…).

Neste dia dormimos ao lado de um lago (um dos vários, a região é repleta de lagos!), achamos o camping bem bacana (Kidds Bush Reserve Camping Ground – Lake Hawea).

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Côte Ouest et les Glaciers Fox et Franz Josef

No caminho entre Wanaka e as geleiras podemos avistar lugares muito simpáticos e com algumas cachoeiras. Do lado leste (West Coast, também apelido “Wet Coast” porque lá também pode ficar chovendo vários dias sem parar!), a região fica bem isolada, selvagem, com muito vento, as praias são sem areia e sim com pedras que se misturam com pequenos pedaços de madeira e árvores caídas, que com certeza foram trazidas com a força dos ventos. O lado oeste é também conhecido pela invasão de sandflies, as moscas que picam como mosquitos…

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Antes de chegarmos nas geleiras dormimos em um camping gratuito atrás de um praia (Gillespies Beach Camping Ground), pensamos em aproveitar um pouco da praia e fazer um churrasquinho mas a chuva chegou para atrapalhar os nossos planos! O vento e a chuva durou por toda a noite, tão forte que mesmo dentro da barraca começou a gotejar, a barraca começou a se desmontar… Maic saiu da barraca umas 3 vezes durante a noite para reforçar os ferrinhos que saíram com tanta água! A felicidade total!! Uma noite m a r a v i l h o s a dentro da barraca!

No dia seguinte, continuava chovendo… mas pelas 10 da manhã o sol saiu finalmente e o vento forte permitiu secar tudo antes de pegar a estrada!

Partimos em direção as geleiras Fox e Franz Josef. Existem caminhadas fáceis que permitem chegar a cerca de 200m das geleiras. Pena que as geleiras derretem cada ano mais em função do aquecimento climático, e ficam cada vez mais longe. Deveria ser muito mais impressionante a tempos atrás! Também é possível chegar nas geleiras de helicóptero e andar algumas horas com um guia, mas é muito caro, não foi possível fazer esse passeio!

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Dormimos num camping no lago Mahinapua, também pertencente ao DOC. Foi bastante simpático tomar um banho no lago logo bem cedinho! E tivemos a sorte de ver um kiwi! (o passarinho local símbolo da Nova Zelândia). Foi a Malu que identificou o passarinho, a Maic tinha visto antes mas não tinha reconhecido (apenas pensou que era um bicho feio e estranho, e é mesmo!).

Subimos depois para a costa Oeste, com uma paradinha na piscina municipal de Greymouth para tomar um banho ! (né, de vez em quando é preciso !), as piscinas são super equipadas, de vários tamanhos, temperaturas, jacuzzi até mesmo um escorregador! Foi agradável! Fizemos outras paradas ao longo da costa oeste, em Hokitika e nas formações rochosas dos Pancake Rocks.

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Abel Tasman National Park

Subimos rapidamente até Abel Tasman National Park, queríamos fazer um passeio de caiaque e novamente tivemos que nos adaptar em função da meteorologia, para que pudéssemos fazer o passeio com sol! Na estrada, passamos por vários locais que pareciam interessantes, mas não tivemos tempo para parar!

Chegamos para o passeio de caiaque as 9h, o passeio era de 3h até Watering Cove, uma bonita enseada no parque nacional, passamos no caminho por várias praias e em frente a Ilha Adele Island, onde pudemos ver alguns leões marinhos.

A idéia inicial era depois dormir no parque mas todos os campings estavam lotados quando pensamos em reservar (certos campings do DOC, principalmente os que estão ao longo de caminhadas devem ser reservados). Decidimos então voltar de barco táxi, de Anchorage, uma outra praia próxima. Mesmo assim o passeio foi muito bacana, conseguimos passear toda a tarde e ver a magnifica paisagem do lugar!

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A noite dormimos no camping McKee, de frente para o mar. E desta vez tinha até chuveiro frio! Chique!!! Estava quente e foi fácil a ducha fria de manhãzinha !

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Marlborough

Marlborough foi nossa última etapa na Ilha do Sul antes de pegarmos o barco para a Ilha do Norte! Região conhecida pelos seus vinhos e seus mexilhões ! Não visitamos os vinhedos mas paramos para experimentar os mexilhões, eram enormes e verdes!

Depois fomos para o camping do dia em Aussie Bay, no final do Queen Charlotte Sounds. O camping era bem pequeno, mas adoramos, conseguimos colocar a nossa barraca bem em frente ao mar, foi mágico!

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Wellington

Para chegar até a Ilha do norte, pegamos o barco em Picton. O barco passa pelo Sounds e a travessia é muito bonita. O mar estava calmo (o que não é o caso todos os dias), foi perfeito.

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Wellington é a capital da Nova Zelândia. É uma cidade calma e agradável, tem um centro animado, uns cais requalificados e uma praia accessível. É pequena para uma capital, comparando com outros países, mas tivemos a impressão de que era uma cidade agradável de se viver. Por outro lado o tempo não parece ser dos melhores, muitas nuvens!

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Em Wellington, o museu Te Papa é gratuito e bem conhecido, vale a pena visitar, tem vários espaços interativos e é simpático. Aprendemos um pouco mais sobre a história do país, sua cultura, os animais e a vegetação, e também a situação geográfica do país e suas consequências as vezes desastrosas (terremotos, erupções vulcânicas).

Whanganui

De Wellington, subimos sentido norte em direção ao parque nacional Tongariro, paramos no caminho para conhecer algumas praias do norte de Wellington, como a Paekakariki (fica junto ao parque Queen Elizabeth) e Paraparaumu (fica em frente a ilha Kapiti). As duas praias são agradáveis mas nada de extraordinário, além do mais o tempo estava bem nublado, não ajudou muito. Na Paraparaumu, aproveitamos para visitar uma cervejaria artesanal que se chama Tuatara, onde encontramos um carro transformado para servir chopps! Os proprietários nos contaram que percorreram toda a Nova Zelândia para fazer a publicidade da cerveja! Aproveitamos da visita e saboreamos alguns tipos de cervejas artesanais!

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Paramos para dormir em um camping gratuito e (Waikawa Campground) e continuamos o nosso caminho para Tongariro. Demos uma paradinha em Whanganui, para descansar e aproveitamos para visitar um museu de barcos a vapor do rio, na época o único meio de transporte eram esses barcos que levavam as pessoas pelo rio. Em direção ao Tongariro National Park, ao invés de seguir pela avenida principal, é possível seguir por uma pequena estrada beirando o rio (Whanganui River Road), onde se passa por diversos pontos de vista e também por pontos culturais e históricos. Como estávamos sem muito tempo, pegamos o caminho mais rápido, mas parecia interessante.

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Tongariro National Park

O Tongariro National Park é um dos principais parques nacionais do país, compreende os vulcões Ruapehu, Ngauruhoe e Tongariro. Oferece várias possibilidades de caminhadas (e de ski no inverno), a mais conhecida é o “Tongariro Crossing”, considerada como uma das mais belas caminhadas de um dia do mundo.

Chegamos ao sul do parque em Ohakune, que é uma boa base para quem gosta de mountain bike. Alugamos as bicicletas e fomos percorrer a Ohakune Old Coach Road, uma velha estrada para carruagens, depois substituída por uma via férrea, cuja construção foi um verdade desafio (hoje existe ainda uma nova ferrovia mais moderna). O caminho do passeio de mountain bike alterna trechos dentro da floresta e outros abertos, e passa por um viaduto bem bonito. Tem vários painéis informativos em todo o percurso que retratam a história épica da construção da via férrea. O passeio é bem agradável, pra quem tem um mínimo de experiência em mountain bike (não é um caminho asfaltado, então tem pedras e raízes, e penhascos, Malu sofreu um pouco e acabou não aproveitando muito do passeio).

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Existem outros locais simpáticos para a prática do mountain bike, para as pessoas que tem mais experiência, como a Moutain to Sea Cycle Trail entre Ohakune e Whanganui. A Nova Zelândia é um paraíso pra quem gosta de fazer caminhadas e também para os amantes de mountain bike! A paisagem é magnífica!

Terminamos nosso dia no camping Mangawhero a poucos kilometros da locadora de bicicletas, o tempo estava magnífico e do camping podíamos avistar o vulcão Ruapehu.

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No dia seguinte, fomos para a famosa caminhada do Tongariro Crossing, a Malu não foi e deixou a Maic ir com sua mãe! Temos que dizer que o tempo estava muito desfavorável (vento, garoa, neblina, etc.) e a Malu não se animou pra fazer uma caminhada com uma duração prevista de 7 horas nessas condições (e ela pensou que para ela seriam 10h!)! Não é uma caminhada plana, sobe bastante (e desce bastante), as condições meteorológicas nem sempre são boas, e o tempo pode mudar rapidamente de uma hora pra outra, então é uma caminhada bastante difícil. Mas se o tempo for bom, vale muito a pena, as paisagens são magníficas e a recompensa por chegar ao topo valem a pena!

Maic e sua mãe partiram para a caminhada que duraria 6-7 horas, mas acabou durando uma hora a mais pois a Maic esqueceu a máquina fotográfica no caminho e tiveram que retornar para busca-la! O tempo estava bem feio e ficaram com medo de ter andado tudo isso a toa, para não ver nada! Mas no topo da montanha tiveram a recompensa, uma vista de 360 graus! A subida foi difícil, a névoa e o vento eram muito forte, a descida era interminável no final, e no topo tiveram que aguardar escondidas atrás de uma pedra durante 15 minutos no vento, no frio e nas nuvens para poder finalmente aproveitar da vista de lá do alto, mas tudo isso valeu a pena!

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Taupo & Rotorua

Dormimos em um camping gratuito pertinho de Taupo e em frente ao rio Waikato (Reids Farm Free Campsite). No dia seguinte, aproveitamos das diversas fontes de água quente que existe na região, foi bem relaxante depois da caminhada do dia anterior! Começamos pelo Spa Park Hot Springs, local muito simpático (e gratuito), a água do rio Otumuheke é muito quente e esse rio dá de encontro ao rio Waikato com a água muito fria, cada pessoa pode encontrar sua temperatura ideal, pois a água quente se mistura com a fria e pode se ter para todo gosto de temperatura (mas não é muito fácil achar a ideal, pois tem correntes de água fria e quente, não é muito estável!)

Nossa próxima parada foi no lago Taupo (pensamos que lá também poderíamos aproveitar das águas quentes, mas não foi o caso, havia somente uma pequena fonte a oeste da praia Hot Beach mas só para os pés!) e depois visitamos a cachoeira Huka Falls.

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Fomos para as piscinas do Waikite Valley Thermal Pools, onde passaríamos a noite também. Os hóspedes do camping tem acesso gratuito as piscinas, que eram bem legais, era tudo que precisávamos nesse dia!

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No dia seguinte, visitamos o Wai-O-Tapu Thermal Wonderland, uma zona vulcânica que compreende piscinas de água fervente, fumarolas, alguns gêiseres, terraços de silício, tudo é muito impressionante! A piscina de champanhe (esse é seu nome) com as suas diversas cores é particularmente muito bonita! O gêiser Lady Knox jorra todos os dias as 10h15 (é um espetáculo com um anfiteatro) ficamos nos perguntando como era possível ter uma hora marcadinha pra o acontecimento! Descobrimos que o ciclo natural deste gêiser é de um pouco mais de um dia, mas como é imprevisível saber quando exatamente o gêiser vai jorrar, os responsáveis do parque fazem o gêiser entrar em erupção artificialmente neste horário fixo para que todos os visitantes possam aproveitar. Fizemos um vídeo, que vocês poderão ver em nossa página do facebook em breve!

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Existem outros parques termais na região, em especial o Te Puia, mas infelizmente não podemos visitar todos! Alguns deles eram antigamente habitados pela população Maori, para quem as atividades termais tem diversos significados. As vezes, atividades culturais são propostas, assim como concertos e apresentações de danças maoris.

Demos uma passadinha em Rotorua para ver o lago, ouvimos dizer que a cidade tinha um cheiro de sulfato (vindo da atividade vulcânica), mas depende do vento, sentimos somente quando estávamos indo embora!

Hobbiton

Saindo de Rotorua, dormimos em um camping gratuito (Little Waipa Reserve), este camping ficava bastante perto de Hobbiton, a cidade des hobbits do filme Senhor dos Anéis, e não resistimos em visitar o lugar onde o filme se passou! Não estava previsto em nosso Caminho por ser um pouco cara a visitação, mas mudamos de ideia! E não nos arrependemos, foi bem impressionante (nunca havíamos visitado um local de filmagem de filmes) e o passeio no meio de todas as casinhas dos hobbits foi bem agradável! Durante a visita bebemos uma cerveja na taberna do filme, foi bem bacana! Nós adoramos!

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Waitomo

Waitomo é uma região repleta de grutas incríveis. Choveu todo o dia, mas nesse dia iríamos visitar umas cavernas, calhou bem esse passeio! Inicialmente fomos visitar a caverna Glowworm Cave (gruta dos vaga-lumes), esta é a atração principal, o passeio é válido por isso, em um barquinho dentro da caverna é só olhar pra cima e tudo fica claro, claro mesmo, fluorescente! Eles brilham tanto que parece um céu estrelado! É realmente impressionante! Em seguida, fomos ao Black Water Rafting, pois entendemos ser o melhor local para fazer um rafting numa boia. Na verdade é uma mistura de visitação da caverna e uma descida bem tranquila numa boia no rio que fica dentro da caverna (com alguns obstáculos no meio um pouco mais emocionantes). Aproveitamos do passeio, no meio da caverna olhando pra cima e admirando os vaga-lumes brilhando! É bem devagar (não é um raft!) não como havíamos imaginado, não tinha corrente d´água era preciso remar para avançar, mas foi bem diferente e valeu a pena pela experiência!

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A noite dormimos no camping Waitomo Farmstay, em uma fazenda familiar, um coelhinho veio nos receber, estava curioso com os novos hóspedes! Chovia e novamente tivemos problemas com a barraca, começou gotejar encima das nossas cabeças… mas que barraca é essa, que não é a prova d´água? Fizemos nosso jantar na casa, digamos casa caminhão comum para todos os hóspedes, era bem apertadinho, mas as pessoas eram bastante simpáticas.

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Auckland

Nossa última etapa na Nova Zelândia foi Auckland, é a maior cidade do país. Devolvemos a van que tínhamos alugado (e que no final gostamos bastante!) e partimos para visitar a cidade. Estava um tempo lindo, era bem agradável. A cidade é bem tranquila, não é muito lotada (do nosso ponto de vista, pois estamos acostumadas a grandes cidades lotadas de gente e movimento), e é bem agradável. Aproveitamos para passear no cais totalmente renovado, passando pela ponte móvel e almoçamos na Sky Tower no restaurante que gira em 360º. O preço somente pra subir na torre era exorbitante, então pensamos que valeria mais a pena almoçar lá em cima (e realmente valeu)!

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Detalhes práticos e recomendações:

Informações gerais

  • Web sites e informações : Encontramos com franceses no final da viagem que nos indicaram o site fr.wikipal.com, é em francês e tem muita informação (para nós foi um pouco tarde, infelizmente). Na Nova Zelândia, os i-sites e os centros de visitantes DOC são fontes valiosas de informações.
  • Campings e atividades: Camping NZ App editado por Rankers (https://www.rankers.co.nz/respect) e CamperMate (http://www.campermate.co.nz/) são fontes com ótimas informações. Camping NZ (talvez o CamperMate também) permite baixar mapas off-line, ocupa espaço no telefone, mas muito prático pois é difícil encontrar wifi ou 3G, ainda menos na Ilha do Sul. Em geral, a base de informação dos campings é similar entre os dois aplicativos, mas pode ter algumas diferenças, é bom ter os dois para poder comparar.
  • Internet : É difícil de encontrar wifi nos campings (se for do DOC nem pensar), pense em comprar um chip e um plano local!

Atividades

As atividades são caras na Nova Zelândia (tirando as caminhadas, pra quem gosta tem muita coisa pra visitar caminhando!) e conforme as finanças de cada um. Nem sempre é possível fazer tudo o que se quer, uma pena pois existem diversas possibilidades, desde a caminhada na geleira até a descida de boia na caverna, passando pelo bunggy jumping, as atividades radicais não faltam! Listamos as atividades em ordem cronológica conforme a nossa viagem.

  • Barco Milford Sounds : Existem várias agências, verificar com o I-site. Fomos com a Mitre Peak Cruise, com essa empresa poderíamos fazer o passeio em um barco pequeno (haveriam bem menos turistas e passaríamos bem perto das montanhas) no pacote tinha também uma visita ao observatório submarino. Os barcos grandes       (voltamos com um barco grande) são bons também, mais baratos e o almoço está incluso, no final pode ser mais interessante!
  • Caminhada na geleira (Fox ou Franz Josef) : não fizemos essa atividade, por isso não podemos dar muita informação. É possível chegar bem próximo a geleira caminhando ou de helicóptero (é a solução preferida) para chegar diretamente no meio da geleira, mas essa solução é bem cara (mais de nzd$300/pess, mais ou menos) e depende das condições do tempo. Encontramos com turistas que tentaram durante 3 dias e não conseguiram fazer.
  • Kayak em Abel Tasman National Park : Existem diversas agências. Utilizamos a agência Kahu Kayak (www.kahukayaks.co.nz), e fizemos o tour Southern Blend (parte da manhã entre Marahau e Watering Cove, na chegada o tempo é livre – podemos voltar de barco, a pé ou fazer o que tiver vontade – $120 retorno de barco $99 ou sem barco). Era um passeio bem legal, pena que nosso guia não era muito simpático, ele queria sair e chegar o mais rápido possível, tivemos essa impressão (na maior parte dos passeios os guias pareciam simpáticos). Nesse passeio de caiaque em Abel Tasman, vimos que é bastante cheio, mas é um meio legal de conhecer o parque (e chegar bem perto dos leões marinhos) e uma vez na água, não sentimos estar no meio de tanta gente. Existem várias opções, Kahu Kayak oferecia outro tour que descobrimos tarde demais, o Swingers Delight ($160/pess), com a vantagem de caminhar pela parte mais bonita (entre Bark Bay e Torrent Bay) e continuar de barco entre Watering Cove e Marahau, no sentido favoravél dos ventos (pois se tiver muito vento, fica muito difícil fazer o passeio entre Marahau e Watering Cove como a gente fez). Pela mesma agência o « Lock, Stock and smoking paddles », oferece a possibilidade de volta com barco a vela se tiver vento ($120/pess). Existem outros passeios de caiaque ao norte do parque, próximo a reserva natural. Enfim é possível alugar um caiaque de maneira independente (mas é preciso voltar ao mesmo local da locação ou organizar um transporte para o caiaque, as agências podem organizar isso também).
  • Cervejaria Tuatara : Localizada em Paraparaumu, longe da praia (em 7 Sheffield Street), fica numa zona industrial com um jardim e terraço, a cervejaria tem diversas cervejas artesanais, e mudam de vez em quando seus diversos sabores, a pequena fábrica fica atrás do bar. http://www.tuatarabrewing.co.nz/
  • Montain bike em Ohakune: Alugamos nossas bicicletas com a agência « Mountain Bike Station », oferece o transfer até o ponto de partida do passeio. Para a Ohakune Old Coach Road, o preço da locação + transfer foi de nzd$50/pess. Esta agência propõe       outros itinerários em forma de pacote como por exemplo o « Bridge to Nowhere », que inclui não somente o transfer na van, mas também em barco (barco rápido) no fim do passeio até Pipiriki (nzd$200/pess – pois é, o preço muda bastante!). Organizam também um percurso de 5 dias 4 noites na Moutain to Sea Cycle Trail. Depois do passeio é possível utilizar a ducha da empresa por $5/pess!
  • Waikite Valley Thermal Pools (http://www.hotpools.co.nz): Acesso à piscinas $16.50/pess ou camping $25-22/pess (com ou sem energia), inclui o acesso ás piscinas.
  • Waitomo : Existem muitas agências para o rafting, procure informações no i-site. Fizemos pelo « The Lengendary Black Water Rafting », agência tradicional, mas tem muitas outras. Fizemos o passeio mais simples, o « Black Labyrinth » (nzd$130/pess), existem outros passeios mais longos (e mais caros) que incluem escalada, tirolesas, etc., todos dentro da caverna.
  • Sky Tower em Auckland : achamos que ir no restaurante, no último andar (Orbit restaurant) vale muito a pena, a visita até a torre de observação está incluída no preço. Os menus são $50 almoço e $75 jantar (é possível também escolher um prato no menu, mas a consumação mínima é de $30/pess no almoço e $50/pess no jantar). Existe um menu tipo brunch aos finais de semana. Para comparar, o preço da visita à torre de observação é de $28/pess.

Camping

Passamos aqui a lista dos campings que dormimos. Fizemos a lista pois eles realmente fizeram parte da nossa viagem. Para se sentir realmente na natureza na Nova Zelândia, achamos que acampar faz parte da aventura. Mas atenção, dependendo da época os campings ficam cheios, e os espaços limitados, nem sempre é possível escolher uma boa localização (diferente da Africa onde cada pessoa tem seu espaço e sua churrasqueira !). Mas no geral, se pode escolher qualquer camping do DOC, os lugares são sempre lindos, mas ao mesmo tempo são muito simples, com infraestrutura mínima! Certos campings são mais populares que outros, (os mais próximos aos locais turísticos) e na alta temporada eles podem estar muito cheios, perde um pouco do charme do lugar (não se fica com aquela sensação de estar só no meio da natureza).

  • White Horse Hill Camping Ground – Hooker Valley – Mount / Mt Cook, camping DOC, $6/pess. Lindo lugar, super lotado na alta temporada. Muitos trailers. Banheiros e pontos de água, sem duchas.
  • Cachoeira Creek Camping Ground – Milford Rd., camping DOC, $6/pess. Lindo lugar Lotado na alta temporada. Banheiros químicos (não muitos), água do rio (precisa ferver), não tem duchas, este camping é o último do DOC em direção a Milford Sounds, é grande, por isso é popular. Tem outros campings do DOC na estrada, em particular o Mackay Creek Campsite (à 51 km de Te Anau), super bonitinho, bem pequeno, é preciso chegar cedo para reservar um lugar mas achamos que vale a pena!
  • Mossburn Country Park, na estrada entre Te Anau e Queenstown, $16/pess., camping em uma fazenda de ovelhas e alpacas (os animais ficam separados do camping), não tem o mesmo charme dos campings do DOC, é mais organizado (os lugares são demarcados um ao lado do outro), mas gostamos bastante, tem uma cozinha, uma churrasqueira a gás a disposição (é agradável de vez em quando) e duchas quentes também (o que é muito agradável de vez em quando).
  • Kidds Bush Reserve Camping Ground – Lake Hawea, camping DOC perto de Wanaka, $6/pess. Lindo camping a beira do lago, caminhada simpática pela praia e lindo por do sol! Se chegar cedo é possível encontrar um lugar com vista para o lago. Banheiros (normais!), ponto de água e pia para a louça, sem duchas.
  • Gillespies Beach Camping Ground, perto do Fox Glacier, camping DOC gratuito, a beira mar, porém atrás de uma duna (não tem a vista para o mar). Ficamos decepcionadas com este camping, a praia não tinha nada de especial e para chegar lá é preciso sair da estrada principal, não é muito accessivel. Na região das geleiras Fox e Franz Josef, escolha o camping Otto/MacDonalds Camping Ground – Franz Josef, conforme abaixo.
  • Otto/MacDonalds Camping Ground – Franz Josef, camping DOC, $6/pess. Não dormimos neste camping, apenas fizemos um piquenique a beira do lago, muito agradável e com linda vista para a geleira. Não tem vista neste camping, mas não deixa de ser agradável como lugar, bom gramado para a barraca.
  • Lake Mahinapua Camping Ground, camping DOC perto de Hokitika, $6/pess. Lugar simpático à beira do lago, e bons equipamentos (banheiro, água potável, pia para a louça, e ducha ecológica = levar um balde com água). Fácil de encontrar um local para acampar pois o camping não é muito procurado (fica mais longe dos locais turisticos).
  • Kina Beach Reserve Camping Ground, camping próximo a Motueka e ao Parque Nacional Abel Tasman, $5/pess. Local simpático a beira mar, mas bem pequeno, portanto lotado demais (pelo menos na alta temporada) e mal cuidado (banheiro com cheiro horrível). Escolhe o camping McKee Memorial Reserve, um pouco mais longe, veja abaixo.
  • McKee Memorial Reserve Camping Ground – Ruby Bay, camping perto de Motueka e do Parque National Abel Tasman, $5/pess. Lugar simpático à beira mar, grande, (quase todas as pessoas tem vista para o mar), bem equipado (banheiros, água potável, e até duchas frias).
  • Aussie Bay Camping Ground – Queen Charlotte Sound, camping DOC gratuito próximo a Picton. Lindo lugar à beira do Sounds, pequena praia bem simpática, camping pequeno que lota rapidamente, melhor chegar cedo! Banheiros quimicos (com forte odor), ponto de água não potável (precisa ferver), sem duchas.
  • Waikawa Campground – Otaki, camping DOC gratuito próximo a Paraparaumu, pertinho de um pequeno rio. Banheiros quimicos (com forte odor), sem água, somente a do rio, sem duchas.
  • Mangawhero Camping Ground – Tongariro National Park, camping DOC perto de Ohakune, $6/pess. Vista parcial para o vulcão Ruapehu. Prefira os lugares dos trailers, cada lugar para estacionar tem uma parte com grama ao lado para a barraca. O camping tem algumas mesas para piquenique. Banheiros quimicos, água não potável, pia para a louça, mesas de piquenique.
  • Reids Farm Campsite – Taupo, camping DOC gratuito bem localizado perto de Taupo à beira do rio Waikato, bastante popular (chegue cedo para conseguir um bom lugar para o carro\barraca). O rio tem bastante correnteza, atenção, porém é possivel entrar no rio partindo pelo alto e saindo no final do camping (verificar antes para não perder a saída !). Banheiros quimicos (forte odor), não tem água nem duchas.
  • Waikite Valley Thermal Pools Campground, camping privado, 22-25$/pess. Incluindo acesso para as piscinas quentes, que são muito bacanas!
  • Little Waipa Reserva – Lake Karapiro – camping local gratuito à beira do rio. Tem uma placa na entrada dizendo que é necessário autorização (permissão anual a ser comprada com antecendecia), mas não está muito claro se é aplicável para pessoas que passam somente um dia ou aos turistas estrangeiros. Banheiros quimicos, não tem água nem duchas.
  • Waitomo Farmstay, camping privado $10/pess. Camping em uma fazenda, familiar, com estilo bem particular, gostamos bastante, (caminhão transformado em uma pequena casa, com banheiros, ducha e cozinha), porém é bem pequeno, caso tenha muitas gente, fica pouco confortável (poucos banheiros e cozinha pequena). Os locais para acampar são limitados, melhor não chegar tarde se for dormir em uma barraca.

Na cidade utilizamos estes hostels :

  • Christchurch : YHA Christchurch Rolleston House, bem localizado, preço bom ($114 quarto para 3 pessoas)
  • Wellington : The Dwellington Hostel, hôtel confortável e bem agradável (com pequeno jardim, e grande cozinha), preços aceitáveis (nzd$95 quarto para 3 pess), recomendamos!
  • Auckland : Jucy Hostel, bem localizado preço bom ($95 quarto para 3 pess).

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