Os caminhos das M&Ms

Austrália (Parte 1): Melbourne e o Victoria

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A Austrália, o nosso destino final, chegou antes da hora, por questões logísticas e de otimização dos preços das passagens de avião. Aliás, o nosso voo entre a Tailândia e a Austrália (10h) custou mais barato que o voo entre a Austrália e a Nova Zelândia (3h)! Testamos pela primeira vez um voo low-cost de longa distância (Air Ásia), sem nenhum serviço (não tem filme, cobertor ou refeição, apenas se você pagar a mais e ainda depende da disponibilidade se você não reservou com antecedência fica sem), o voo pareceu bem mais longo, mas não foi tão ruim assim e pelo preço, nem podemos reclamar!

Chegamos em Melbourne, era a escala mais prática entre a Ásia e a Nova Zelândia, e era uma das melhores regiões para se visitar nessa época, no verão (chove na grande barreira de coral e é quente demais no centro do país no Outback). Melbourne é a segunda cidade da Austrália, e vindo da Ásia, o clima muda totalmente!! É organizado, moderno, e a arquitetura é bem mais familiar! A comida também, e foi tão bom achar carne de verdade de novo (e não toda picadinha)!

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Gostamos de Melbourne, na véspera do Natal, a cidade estava bem animada e as lojas ficam abertas até mais tarde, era bem legal. Passeamos um dia no centro, aproveitando do movimento. No dia seguinte,  alugamos um carro para explorar a região. Nossa visita pela Great Ocean Road, a estrada do litoral que é o principal ponto turístico da região, é uma volta pelo interior, passando pelo parque nacional dos Grampians (para fazer algumas trilhas), Ballarat (para a reconstituição de uma antiga cidade mineira) e a Yarra Valley (para os vinhos).

 

Os detalhes

Antes de pegar a estrada, fizemos uma pequena parada na loja outdoor local para comprar uma barraca, ou melhor duas barracas (porque a mãe da Maic estava conosco para as festas de final de ano), colchões infláveis e uma pequena churrasqueira portátil (acostumamos na África em fazer churrasco todo dia quando acampávamos, não quisemos perder esse costume, agora acampar é com churrasco! Bom isso foi sem contar com as interdições locais sobre fogos, que existem as vezes)! Iamos alternar entre acampamentos e hotéis, e o equipamento de camping nos serviria para a Nova Zelândia e depois quando nos nos instalarmos na Austrália. A Austrália é um país muito caro e acampar é a única opção mais ou menos barata! Fizemos também uma parada no supermercado porque teremos que preparar a nossa comida agora, nada de comer fora todos os dias! Depois da Ásia, é meio difícil acostumar com os preços daqui, é melhor não converter e já pensar em dólar australiano!!

A Great Ocean Road

A Great Ocean Road é uma das atrações principais da Austrália, a estrada corre ao longo da costa no Oeste de Melbourne e oferece vários pontos de vista. O mar é agitado, aliás essa região acolhe uma das etapas do campeonato mundial de surf. Mas mesmo no final de dezembro, no verão, a água é bem fria e o vento gelado, ficamos sem vontade de entrar na água!! Tivemos que buscar no fundo da nossa mala as nossas roupas de frio, em pleno verão, quem diria?!

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Além das praias, essa região oferece também caminhadas na mata e até várias cachoeiras, que valem a pena.

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A região sofre com incêndios de floresta, tinham dois incêndios ainda não controlados quando passamos entre Lorne e Appolo Bay, pudemos observar os helicópteros em ação! Os baldes de água recuperados no mar pareciam bem poucos para apagar um incêndio desse tamanho! No dia seguinte, o fogo ainda ficava se propagando, a estrada que tínhamos usado na véspera tinha sido fechada, e quase tivemos que evacuar o local que estávamos durante a noite!! Realmente incêndio é uma coisa séria por aqui, baixamos um aplicativo do governo para ficar informadas e até sabemos agora dos passos para sobreviver caso ficássemos presas num incêndio!!

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Passamos o Natal perto de Appollo Bay. Para esta ocasião, a Maic tinha reservado um pequeno apartamento nas alturas com vistas para a baía, e jantamos no restaurante do lugar, aproveitamos bastante!!

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No dia 25 de dezembro, tudo estava fechado e não conseguimos fazer as atividades que queríamos, fomos até o farol do Cape Otway a toa, ele estava fechado, mas não foi tanto a toa, pois no caminho encontramos muitos koalas!! Eles dormem muito mas são tão bonitinhos!! Também vimos alguns koalas e passarinhos em Kennett River (não neste dia, um dia antes)!

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A parte mais bonita da Great Ocean Road fica depois de Appollo Bay, chegando em Port Campbell. Os doze apóstolos é o ponto de vista mais famoso mas muitos outros merecem a visita! Tinha muito vento naquele dia, e o tempo não era dos mais favoráveis (chovia de vez em quando), mas mesmo assim, aproveitamos da paisagem e até conseguimos um solzinho para o nosso piquenique!!

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Terminamos a Great Ocean Road em Port Fairy, pequena cidade simpática, tem um passeio ao longo do rio, com vários barquinhos amarrados, que dão um charme a cidade. Tem também várias trilhas perto do mar, fizemos uma trilha na ilha de Griffiths e foi onde vimos os nossos primeiros cangurus (tentamos procurar cangurus antes em Tower Hill Wildlife Reserve mas sem sucesso)!! Lindos!!

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Grampians National Parc

O Grampians National Park é conhecido pelas suas trilhas e belas paisagens. Decidimos passar um dia e acampar no parque. O parque é muito grande e são várias as possibilidades de caminhadas, seria possível passar uma semana! Mas nós apenas fizemos uma caminhada de 1h30 até o mirante dos pinnacles, com uma bela vista.

Para a noite no camping, improvisamos um churrasco com hambúrgueres e aproveitamos até para esquentar uma lata de spaghettis!! Tudo acompanhado de uma boa garrafa de vinho local, é claro. Cangurus nos visitaram a noite e vieram comer graminha bem do nosso lado, foi bem legal! Os passarinhos faziam um barulho enorme, nos sentimos bem no meio da natureza!!

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Ballarat

Ballarat é uma pequena cidade minera, a exploração do ouro era bem forte nos anos 1850. A principal atração da cidade e a reconstituição da antiga cidade mineira, Sovereign Hill. A visita é simpática, sem ser extraordinária. É possível descer em uma mina ou procurar ouro no rio, e depois tomar uma cerveja num bar com  decoração daquela época.

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Yarra Valley

Antes de voltar para Melbourne para a noite do réveillon, fizemos uma última parada na principal região vinícola do estado do Victoria, a Yarra Valley. Fizemos uma pequena degustação de vinhos no TarraWarra, e outra no Chandon (filial da francesa Moet e Chandon, como existe também no Brasil). Gostamos muito dessa última visita na Chandon, havia uma visita autoguiada do processo de fabricação do vinho, e degustamos apenas vinhos espumantes, o que foi diferente das outras degustações que fizemos até hoje (branco, rose, tinto, e vinho doce). Acompanhamos o vinho com uma tábua de queijo e frios,  fazia tanto tempo, ficamos bem felizes!!

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Terminamos o dia subindo o rio Yarra em direção ao nosso camping do dia, na Upper Yarra Reserve. Mais um churrasquinho para o jantar (de qualquer forma não tínhamos nada para cozinhar, era a nossa única opção)! Além das costelinhas de porco da Maluzinha, esquentamos o arroz na lata das ervilhas… Toda uma arte! O que não tínhamos previsto eram as moscas!! Tínhamos escutado que as moscas eram terríveis no centro do país, no Outback, mas pelo jeito aqui também!!! O fogo as afastou um pouco mas não foi suficiente e acabamos instalando o mosquiteiro numa árvore onde fazíamos nosso piquenique! Ufa, ficou bem melhor!! Compramos o mosquiteiro para nos proteger dos mosquitos (e da Malária) na África e na Ásia mas no final achamos um uso totalmente diferente para ele!! No dia seguinte, tomamos café da manhã na barraca, ainda por causa das moscas!! No camping, tinha uns lagartos/iguanas enormes bastante impressionantes, um deles se instalou na árvore bem ao lado das nossas barracas. Bem que a Austrália tem essa reputação de ter bichos grandes e estranhos !

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Melbourne

Voltamos finalmente em Melbourne para o ano novo. Depois de uma passagem rápida na praia de St Kilda, devolvemos o carro, fomos para nosso hotel em South Yarra, e nos preparamos para o ano novo.

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O trem para chegar no centro da cidade (é muito perto, são apenas 2 estações) estava muito cheio, mas conseguimos entrar. O centro da cidade já estava bem animado, a cidade montou vários palcos com shows de graça. Eram previstos dois fogos de artificios, um pequeno as 21h e o principal a meia noite. Os fogos são lançados desde os prédios da cidade e são muitos lugares onde podemos assistir a queima de fogos, mas a maioria das pessoas instalam-se nas margens no rio Yarra, e rapidamente fica dificil de achar um lugar. Acabamos achando um cantinho, e esperamos a contagem regressiva! Meia noite, os fogos saiam de toda parte (enfim menos que do que esperávamos, não eram de todos os predios, somente de alguns)!

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Feliz 2016 !!!  Desejamos tudo de bom para vocês (estamos um pouco atrasadas, desculpa !!)

No dia primeiro de janeiro, não fizemos nada, e não foi por causa da ressaca porque o álcool era proibido no dia do reveillon (não nos bares, mas nas praças, nas ruas, etc.), uma contradição total para a Malu, mas enfim pelo menos estávamos no pique total no dia 1o, uma coisa raríssima!! Mas tinhamos algumas coisas para resolver, lavar as roupas, ir na internet (e é muito dificil achar wifi na Australia !!), etc…. e acabamos aproveitando pouco do dia. No por do sol, subimos a torre Eurêka para uma vista de Melbourne de cima.

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Depois desta primeira etapa na Austrália, pegamos um voo para a Nova Zelândia, para passarmos 3 semanas numa van e explorar o país. Voltaremos para Austrália mais tarde!!!

Detalhes práticos e recomendações :

  • Melbourne : na nossa chegada, ficamos no hotel Ibis-Budget do centro da cidade, muito bem localizado e barato (aud$80 para 3), mas sem wifi (ou então tinha que pagar $20, um absurdo!!). Na volta, dormimos no hotel Claremont (aud$175 para 3 com café da manhã, mas eram os preços do ano novo, ou seja super caro), muito bom, wifi e cozinha (micro-ondas apenas para cozinhar), o hotel é um pouco longe do centro mas em um bairro agradável e pertinho da estação South Yarra.
  • Appollo Bay : vale a pena fazer um pequeno desvio até o restaurante Chris´s Beacon Point, pratos um pouco caros, aud$40, mas bom, pratos de peixes e frutos do mar, e uma bela vista para o oceano.
  • Campings : os campings dos Parques Nacionais são menos caros e ficam em lugares mais bonitos que os campings dos « holiday parks », mas são menos equipados. Nos Grampians, dormimos no camping Jimmy Creek, fica um pouco longe do ínicio das caminhadas e da cidade principal Halls Gap, mas é bem tranquio, aud$40 o lugar,2 banheiros e uma ducha « ecológica » (=um balde de água fria, dá pra esquentar a água no fogo, se você fez um!). Tem que reservar os campings dos parques nacionais com antecedência na internet, pois não há ninguém para receber no camping.
  • Onde ver koalas e cangourous ? Vocês podem ver koalas em Kennett River (na pequena estrada de Grey River Road, logo atrás do camping) ou na estrada para o farol de Cape Otway. Olham bem pra cima, nas árvores ! Vocês podem ver cangurus no golfe de Anglesea (mas terá que fazer uma partida de golf, pois a entrada é só para golfistas), no parque Tower Hill Wildlife Reserve (mas não vimos nenhum, fomos por volta do meio dia e não era o melhor horário) ou em Port Fairy nos parques e na ilha de Griffith. Os cangurus são ativos cedo de manhã e no final da tarde/começo da noite, então é quando se tem mais sorte de vê-los !

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